26.01.12

relembrando:
agora é aqui, ó: greygardens.wordpress.com

27.11.11

é o seguinte: o blogsome, site que hospeda este blog, avisou que vai fechar em breve, muito breve. fiquei seriamente pensando na possibilidade de isso ser um sinal cósmico de que eu sou muito velha pra essa coisa de blog diarinho. sei lá.
de qualquer modo, enquanto não resolvo minhas inquietações internéticas, os arquivos deste blog (e os possíveis futuros posts) estarão em outra casa:


greygardens.wordpress.com

24.11.11

dust to dust

eu digo que gostaria de ser diferente, de melhorar, mas na verdade eu acho que só sei viver assim, no meio da bagunça, do pó, do lixo. só funciono nessa vida em que nada está onde eu me lembro de ter deixado. acho que tira um pouco do pedo da ausência: o não ter vem disfarçado de não saber onde está.

22.11.11

basically

categoria: música

i’ve got no one to call
in the middle of the night anymore
i’m just alone
with these thoughts

i’ve got no one to call
in the middle of the night anymore
i’m just alone
with my thoughts.

[maxïmo park - our velocity]

17.11.11

the sea

acho que não sou muito boa nessa coisa de existir.

09.11.11

am i rotting out?

how many doctors will it take
before i disintegrate?

[sleater-kinney - youth decay]

08.11.11

conto de fadas

subindo a ladeira em direção à faculdade que eu quero largar, mas não posso, tomando porrada dos outros pedestres que insistem em não me ver, eu me sinto como se estivesse virando fumaça aos poucos, até desaparecer.
quando chego ao destino, eu já não existo mais.

31.10.11

ghost world

sabe aquele sonho que todo mundo tem, de estar nu na frente de muitas pessoas? não me lembro de ter tido. no meu sonho recorrente, eu estou sozinha em uma cidade-fantasma. eu entro e saio de casas e comércios, inspecionando objetos que foram usado por alguém. fumaça saindo da chaleira, aparelho de tv ainda quente, como se as pessoas tivessem desaparecido no exato momento em que eu pisei no lugar. e com a certeza de que elas magicamente reapareceriam assim que eu fosse embora.
a cidade-fantasma fica onde quer que eu esteja.

28.10.11

soledad,
aqui están mis credenciales,
vengo llamando a tu puerta
desde hace un tiempo,
creo que pasaremos juntos temporales,
propongo que tú y yo nos vayamos conociendo.

aquí estoy,
te traigo mis cicatrices,
palabras sobre papel pentagramado,
no te fijes mucho en lo que dicen,
me encontrarás
en cada cosa que he callado.

ya pasó,
ya he dejado que se empañe
la ilusión de que vivir es indoloro.
que raro que seas tú
quien me acompañe, soledad,
a mi que nunca supe bien
cómo estar solo.

[jorge drexler - soledad]

não costumo postar letras de músicas completas, mas esta é tão bonita que vale a pena.

25.10.11

i’m a broken heart.

é bem isso mesmo: eu sou um coração partido. com pernas, braços, cabelos, unhas, livro com mancha de café ou chocolate. não mais que isso.

20.10.11

luís da silva

Todas aquelas pessoas entendiam-se perfeitamente. Diferiam muito umas das outras, mas havia qualquer coisa que as aproximava (…). Eu é que não podia entendê-las.

RAMOS, Graciliano. Angústia. Rio de Janeiro: Record/Altaya, n/d

14.10.11

memórias do subterrâneo

quando alguma pessoa me pergunta se estou bem, daquele jeito que não espera nenhuma resposta além de “sim, e você?” (e que às vezes me dói mais do que se não perguntassem nada), sinto vontade de responder que a melhor parte do parte do meu dia é quando estou no metrô, olhando qualquer coisa pela janela e com o fone enfiado no ouvido, tocando músicas que eu já conheço bem (as novas geram desconforto).

a melhor parte do meu dia é andar de metrô.

puta que pariu.

12.10.11

Nevertheless, life is pleasant, life is tolerable. Tuesday follows Monday, then comes Wednesday. The mind grows rings; the identity becomes robust; pain is absorbed in growth. Opening and shutting, shutting and opening, with an increasing hum and sturdiness, the haste and fever of youth are drawn into service until the whole being seems to expand in and out like the mainspring of a clock. How fast the stream flows from January to December! We are swept on by the torrent of things grown so familiar that they cast no shadow. We float, we float. . .

WOOLF, Virginia. The Waves. Londres: Penguin Classics, 2000.

10.10.11

ululante

direito é chato pra caralho.

03.10.11

lonely

26.09.11

absolutely nothing

categoria: música

once divided
nothing left to subtract
some words when spoken
can’t be taken back
walks on his own
with thoughts he can’t help thinking
future’s above
but in the past he’s slow and sinking
(…)

nothingman…
isn’t it something?
nothingman.

22.09.11

horizonte distante

e não me falta ao passo
coração.

20.09.11

the drugs don’t work

eu queria ser você.

13.09.11

o pouco que sobrou

agora: algo que é um pouco culpa do tempo seco, um pouco culpa do mark chapman, um pouco culpa do capitalismo, um pouco culpa sua (sim, sua). da minha culpa nem é preciso falar.
eu sonho. poderia lembrar do que sonho, mas escolho não fazê-lo. no fim, acordo sempre na mesma cama de cimento e é só isso que importa saber.
me sinto velha demais para acreditar em possibilidades (ou probabilidades). na minha filosofia, não dá para negar totalmente o que se vê. é quase automático: meu cérebro liga os pontos sem que eu dê qualquer ordem, e em pouco tempo o (bom e) velho esquema se torna perceptível. ou opressivo, porque eu não consigo deixar de vê-lo. eu não consigo evitar: the deeper the blues, the more i see black.

24.08.11

won’t you walk me through it all, darling?

apesar de saber que há coisas (a maioria delas) que só eu posso fazer por mim mesma, tem horas que não consigo mais. este último ano tem sido um grande eu-não-consigo-mais. não consigo mais pensar em como sair do marasmo, nem hipoteticamente. a vontade de gritar nunca passa dos limites da garganta. preguiça é o nome que eu uso, talvez porque seja uma explicação mais aceitável que a verdadeira. não é preguiça. é algo muito maior, muito mais paralisante que a preguiça. é um pouco da sensação de insignificância, de invisibilidade, misturada com a impressão de que as coisas nunca realmente mudam. fora os outros sentimentos, os inconfessáveis (não que houvesse como confessar, se fosse o caso).

é o fardo mais pesado que já carreguei.

o que eu queria neste momento, numa atualização - talvez apocalíptica - do final feliz dos contos de fada, é que alguém me pegasse pela mão e me ajudasse a atravessar este limbo.


sobre:
carol, 25.
i'm a breather, mail receiver,
bottom feader, just getting by.

antes de ler qualquer coisa, leia isto.

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