sempre com a cabeça em um tempo e em um espaço que dificilmente são aqui e agora.
***faz tempo que eu estou tentando me dar crédito: talvez eu seja uma pessoa interessante, talvez me dê bem na carreira (talvez até tenha escolhido a carreira certa, olha só), talvez tenha talento para alguma coisa, talvez consiga enfrentar alguns dos meus monstros, talvez não morra sempre na praia. esse bando de coisas faria perfeito sentido se eu conseguisse ser racional por mais de um minuto, mas aparentemente meu cérebro nasceu sem essa função.
***o cálculo das probabilidades é, de fato, uma pilhéria
1.
não sei porque eu (e não apenas eu, sei bem) me aflijo tanto com as possibilidades de algo acontecer ou não acontecer, de dar certo ou não. o grande problema é a aflição por coisas que podem não acontecer nunca ou por aquelas que inevitavelmente vão acontecer. ou pior ainda, por aquelas que são imprevisíveis e ponto. para o bem ou para o mal, não tem como pôr a vida em uma planilha e analisar os prospectos.
reflexo da falta que anda fazendo a capacidade de arriscar. uma pena, se você quiser saber o que eu acho.
***não sei o motivo, mas esse ano deu vontade de ir a um baile de carnaval. se eu soubesse onde achar um…
***fato: preciso de companhia antes que eu entre naquele ciclo infernal de novo (é só uma questão de tempo).
***não prezo mesmo pelo bom uso de
este/esse e similares.
1 referência ao poema “não sei dançar”, do livro libertinagem de manuel bandeira.
o título do post, por sua vez, é uma referência à música oh, what a world, de rufus wainwright.
sem comentarios.
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