na verdade, é mais um post velho que eu peguei de algum dos meus blogs perdidos. acho que é de 2002.
tá, acho que finalmente vou conseguir responder aquele seu post de milênios atrás. só agora me ocorreu uma ideiazinha mais ou menos coerente…
então né, eu empaquei. há algum tempo eu achava que talvez, um dia, por algum milagre, eu pudesse conseguir sair desse ciclo, deixar de ser inútil, etc., mas eu percebi que nem por milagre dá pra mudar. sabe? o que eu tenho, o que eu sou, o que eu sei fazer, só dá pra isso mesmo. aí eu vou acabar o colégio, vou fazer vestibular, vou passar, não vou passar.. e é isso. eu não vou em frente, só vou seguir o curso natural das coisas. aí com não sei quantos anos vou perceber que minha vida toda passou em vão, e que talvez não tenha sido culpa minha. mas provavelmente terá sido. e todo aquele esforço pra parecer normal também não vai servir de nada, como tudo o que eu costumo fazer (ou não fazer). eu até tento me convencer “ah, não é tão ruim assim, você não é assim tão ruim”, mas não é mais simples aceitar a verdade e desistir logo? o castelinho* está lá me esperando… só falta o golpe de misericórdia pra eu ir logo pra lá…. e eu não faço a mínima idéia de quem ou o que vai dar o golpe final… é esperar. e pronto.
* o castelinho, ou ainda castelinho cor-de-rosa era a metáfora que eu gostava de usar para dizer que só vivia dentro da minha cabeça e olhe lá. ridículo, mas eu tinha 16 anos e não tem nada mais ridículo do que ter 16 anos.
