minha insônia é diretamente proporcional à minha necessidade de acordar cedo no dia seguinte. viva!
para aqueles-que-não-devem-ser-nomeados (e dos quais se sente inveja): eu odeio vocês, principalmente quando estão juntos.
acho que já deu para perceber que esses não têm sido os melhores dias da minha vida [é válido lembrar que minha chatice é potencializada pela internet], né?
edit e a vontade de apagar esses posts? não sei se brinco de deus e apago ou se deixo aí, para me bater na cara mais tarde.
resignação
a prova de que há pouca poesia na minha vida é que um dia em casa basta para que eu me torne o protótipo da suburbana: roupa velha, cabelo desgrenhado e às voltas com uma máquina de lavar roupas que inunda a casa.
tendo isso em vista, finalmente aceito que aprender francês não é para mim. considerando a vida que eu levo, inglês já deu e sobrou. devo trocar de vez o jazz pelos seriados americanos e desistir da idéia de comprar cordas novas para o meu violão. também é melhor parar de pensar em mudar meu quarto - quem liga se a época dos bichos de pelúcia já passou? tanto faz. seria bom também apressar o fim da faculdade e arrumar um emprego. vida acadêmica deve ser o pior destino do mundo para alguém tão medíocre, é bom correr atrás do prejuízo antes que seja tarde. seria bom também lidar melhor com as amizades que se restringem a idas ao cinema. quem precisa de mais do que isso, não é?
claro que isso é temporário e que daqui a pouco eu voltarei a planejar o futuro das paredes do meu quarto, mas por enquanto é isso o que está acontecendo.
note to self
tá vendo essa cara aí, no espelho? é a sua. vai sempre ser a sua. pode fazer o que quiser, pode mudar, cortar, pintar, vai ser sempre a mesma cara. talvez seja hora de aprender a gostar dela.
o mesmo vale para o resto do seu corpo. é só um corpo, sabia? não deveria ser tão importante assim. basta cuidar dele e abandonar as pretensões fúteis.
quanto ao passado, você sabe muito bem que está fora de seu alcance. esqueça, aceite, sei lá: só pare de me encher o saco por causa disso.
e se você tem tanto medo assim, deveria olhar direito por onde anda.
desisto.
não só de me conformar com a minha curva errada em algum ponto da vida como de descobrir onde era essa maldita curva. desisto da minha cabeça também - já tive prova suficientes de que ela não funciona muito bem. desisto também de transformar as pedras no meu caminho [sejam elas pedras factuais, humanas, capilares ou temporais] em mera decoração: eu não aceito nenhuma delas, eu não aceito nada, ponto final. será que eu consigo abrir uma exceção e aceitar que não aceito? aguardemos os próximos capítulos, como sempre.
também não aceito que não dá para jogar concepções e lembranças na lixeira como fiz com os meus cadernos da oitava série [aos ecologicamente corretos, informo que eles foram enviados para reciclagem].
chato é quando essas coisas erradas na minha cabeça ficam atrapalhando coisas certas que existem de verdade. muito chato mesmo.
- saldos daquele que provavelmente foi o fim de semana mais cansativo de todo o cosmos.
sessão descarrego
antonio candido, larga d’eu!
arroz com feijão
difícil ser qualquer coisa num mundo onde toda a gente vive uma vida movimentadíssima e sabe ou tenta saber francês, enquanto eu sigo tropeçando no espanhol e sendo tão profunda quanto um dedal. no meio tempo, sigo tomando o café que, pouco poeticamente, não fui eu mesma que preparei, às voltas com quatro páginas de escritos medíocres que me valerão uma nota que certamente não vai me deixar feliz. depois alguém tenta me explicar de novo o que há de tão legal nos feriados, por favor?
essa semana eu fiz mais uma daquelas faxinas libertadoras. nunca joguei tanta coisa fora de uma vez só. pena que o efeito libertador das faxinas dure cada vez menos e que a cada vez eu precise me livrar de mais coisas para conseguir um milésimo de segundo de satisfação - dessa vez, joguei até pessoas fora, veja bem! recordações em forma de rabiscos, chaveiros, estojos (?), tudo devidamente mandado para o limbo. falta saber se o que ocupava espaço físico vai parar de ocupar espaço na minha cabeça também.
eu fico com a pureza da resposta das crianças:
eu sei
que a vida devia ser bem melhor, e será
mas isso não impede que eu repita:
é bonita, é bonita e é bonita.[gonzaguinha - o que é, o que é?]
essa música é tão batida que deve fazer bem uns 10 anos que ninguém presta atenção na letra. é daquelas que sempre toca alguma corda lá na minha cabeça, que me faz cantar junto e lamentar o fato de seu compositor ter morrido tão precoce e estupidamente.
[e pasmem, outro elogio à globo por ter colocado uma ótima música dele na abertura de uma novela que estreou por esses dias. eu e meu pai achamos bem legal, ao menos.]
tendo a discordar quando as pessoas dizem que aniversários são só datas e idades são só números. pode até ser assim mesmo, mas isso não muda o fato de como eles costumam significar coisas importantes para mim.
claro, um aniversário é um dia igual aos outros 364 (ou 5), mas alguns deles, como o de hoje, simbolizam o momento do surgimento de uma pessoa em algum lugar do mundo, cujo caminho tinha tudo para nunca cruzar o meu, mas cruzou e fez diferença. significam que nesse mesmo dia de hoje, alguns anos atrás, nasceu alguém que tem uma importância imensurável na minha vida, tornando esse dia, que poderia ser qualquer um, um dia especial.
tudo isso pode soar meio brega, mas fato é que hoje é um aniversário importante. o aniversariante não está por perto, o que talvez intensifique a importância do dia: ele não está perto, mas o dia é o mesmo, tanto lá quanto cá. me agarro ao dia como se ele fosse uma presença.
por fim: feliz aniversário. o resto das pieguices fica guardado para mais tarde.
das coisas que a gente pensa/descobre quando anda muito de ônibus
eu odeio barulho tanto quanto odeio silêncio.
barulho de gente me incomoda mais que barulho de britadeira.
a voz da zélia duncan muito me apraz.
(acho que) não gosto mais de legião urbana, mas não consigo me livrar do valor sentimental que as músicas têm para mim.
(continua…)
