28.08.08
- a fauna brasileira tem uns animais esquisitos, né? que nem o tamanduá…
- a ema, a capivara…
- porra, a capivara é um ratão!
- imagina o estrago que ela faria na sua despensa? se você morasse perto do horto florestal, podia de repente encontrar uma capivara na despensa….
- se eu fosse japonês, podia encontrar uma mulher morando no armário. por isso que eu digo: a fauna japonesa é a mais esquisita de todas!
p.s. achei que a internet tivesse todas as respostas do universo, mas não entendi ainda a história da paca tatu cotia não…
26.08.08
sabe quando nada parece ter jeito? pois é. as pessoas tentam ser legais e dizer que a vida é assim, aquelas balelas de sempre, mas eu continuo convivendo com a culpa de ter andado em círculos (ou pior ainda, para trás) nos últimos anos. gostaria de correr atrás do tempo perdido, mas a falta de direção/perspectiva provavelmente não deixaria que nada mudasse.
na boa, se algumas pessoas aparecessem e eu pudesse dizer a elas coisas que eu penso faz tempo, já era alguma coisa. mas de que adianta ter do que falar se ninguém quer ouvir?
24.08.08
eu deveria superar o passado - o meu obviamente já me superou.
23.08.08
tem as dela:
O momento mesmo é de algumas dúvidas, daquelas constatações de que nada vai ser como antes. Ou melhor, já não é. Já não somos.
a diferença é que as minhas dúvidas são tantas que andam me atrapalhando o ordenar das idéias.
21.08.08
sobre o fato de as escadas rolantes do metrô não funcionarem no dia em que a coisa que mais me dói fazer é descer escadas, digo (como sempre) que o azar é infinito. aliás, é infinito e constante.
16.08.08
maurino, dadá e zeca, ô,
embarcaram de manhã
era quarta-feira santa,
dia de pescar e de pescador
se sabe que muda o tempo,
sabe que o tempo vira,
aí o tempo virou
maurino, que é de güentar, güentou,
dadá que é de labutar,labutou,
zeca, esse nem falou
era só jogar a rede e puxar…
[dorival caymmi - milagre]
era o rei da singeleza que tanto me agrada na música brasileira.
14.08.08
não sei se o que me incomoda mais é perceber que o que eu odeio é o que eu invejo (engraçado como é tão óbvio e ao mesmo tempo tão difícil) ou se é não conseguir de jeito nenhum parar de fingir que por trás desse ódio há princípios. não há.
a arrogância vista nos outros é quase sempre fruto do despeito. o que eu alego ser arrogância nada mais é do que vergonha de caber perfeitamente na posição de inferior, de subordinada (maldita mania de acreditar que o pior lado é sempre o meu). a arrogância não dói em si mesma: dói porque me sinto digna apenas de ser platéia, dói porque vejo fluir naturalmente dos outros o que eu me esforço em vão para conseguir. em delírios, eu estaria na posição inversa, dando tapinhas nas minhas próprias costas (e voltando realizada para casa num carro zero, para combinar). quando o delírio acaba, me rôo na tentativa de me conformar com meu universo minúsculo. nunca dá muito certo.
falei outra vez aqui do desejo de ser interessante. é algo em mim que não consigo conter nem parar de buscar, ao mesmo tempo que a cada tentativa parece mais claro para mim que isso é impossível. a pouca vaidade (física, inclusive) não é por ver superficialidade nisso (mentiras, mentiras), mas por achar que os esforços nesse sentido são inúteis. posso emular essas pessoas o quanto eu quiser - o máximo que consigo é sentir pena de mim mesma.
2008 é oficialmente o ano da confusão mental.
12.08.08
será que você ainda pensa em mim?
será que você ainda pensa?
[os paralamas do sucesso - quase um segundo]
o boneco de olinda do aurélio miguel que anda circulando por aí para a campanha eleitoral dele tem me dado sustos quase que diários.
te contar, viu.
09.08.08
passo 1: fazer planos.
passo 2: acreditar neles.
passo 3: colocá-los em prática.
08.08.08
estou numa fase de transição do ruim para o nada. parece que o agora não importa, mesmo o depois também não sendo muito promissor. entre uma coisa e outra, tem o antes me atormentando.
no fundo, eu só queria ser interessante.
05.08.08
várias explicações são possíveis - eu mesma já pensei em uma porção delas -, mas nada que faça apagar o neon piscante que diz: “não há o que gostar em você”.
só gostaria que as pessoas parassem de me dar motivos para acreditar nisso.
how does it feel
how does it feel
to be on your own
with no direction home
like a complete unknown,
like a rolling stone?
[bob dylan - like a rolling stones]