30.09.08

sobre a imparcialidade

retirado do blog da folha campanha no ar:

Maluf e Soninha voltam a duelar na Record
da Folha

Como já havia acontecido na Band, Paulo Maluf e Soninha duelaram no debate [ocorrido neste domingo], agora na Record (…). No segundo bloco, usou a acusação que ela fez, sobre vereadores de São Paulo votarem por dinheiro, para atacá-la, ao mesmo tempo em que elogiava Marta, Kassab e Serra.
E disparou: “Você foi eleita pelo PT e no meio do caminho saiu para o PPS”.
No terceiro bloco, Maluf foi questionado pela jornalista da emissora sobre os processos a que responde na Justiça. “Durante 41 anos de vida pública não tive uma condenação penal”, disse.
Soninha rebateu: “Incrível dizer que tem a vida limpa. Se não me engano, você não pode nem deixar o país”. E se atrapalhou no final, favorecendo o adversário: “Processo não pode ser confundido com condenação”.

Maluf agradeceu: “Obrigado pela defesa que fez”.

desde quando afirmar a diferença entre processo e condenação é “se atrapalhar”? é uma mera constatação, que de forma nenhuma favorece maluf (mesmo porque ninguém tem trocentos processos nas costas sem motivo).
além disso, a pessoa que escreveu o artigo escolheu ignorar que maluf se esquivou das perguntas feitas por soninha usando ataques que nada tinham a ver com a pergunta original [do tipo perguntar para soninha “e você que mudou de partido?” quando ela o indagava sobre suas associações com pitta e marta em diferentes eleições (”e você que rouba?”, perguntaria eu)] e não deu a devida atenção ao fato de que maluf violou as regras do debate ao mostrar a polêmica capa da revista época de 2001 em que aparece uma foto de soninha (entre outros) com a legenda “eu fumo maconha”.
quem ler esse artigo sem ter assistido ao debate tem material de sobra para pensar que a soninha foi estraçalhada pelo maluf. duvido que quem escreveu isso seja malufista, mas fica óbvio para mim que algo contra a soninha essa pessoa tem. e é por essas e outras que não há nada no mundo como ter instrumentos para formar sua própria opinião, ao invés de apenas tomar a opinião alheia como fato.

24.09.08

would you erase me?

não consegui proteger as (raras) boas memórias: até elas já foram contaminadas.

eterno retorno

só me lembro de uma época em que me senti tão pouco importante quanto agora. só não sei se o fato de aquela época ter sido de longe a pior da minha vida diz algo sobre a atual…

23.09.08

até o fim

a beleza das coisas agora passa e não fica. tudo parece duro, mau, frio e tudo mais que serve de material para pesadelos. a garganta (ou os dedos) até travam, tão pequena é a vontade de agir. o desgaste é tão grande que eu só consigo desejar que tudo passe.
pelo menos ainda sobra um refúgio, o melhor refúgio possível.

edit: alguém chegou neste blog procurando “pré-adolescente nu” no google. MEDO.

20.09.08

painfully shy

acho que eu não tenho mais nada a dizer.

17.09.08

i know my head is my worst enemy
swallowed too much of it and started to believe
i know my heart is my worst enemy
swallowed too much of it and started to believe

[sleater-kinney - living in exile]

quem?

o que mais me incomoda nessa fase ruim eterna é não acreditar na menor possibilidade de algum dia ver graça em mim.

16.09.08

a invisibilidade chegou a níveis críticos: estou quase convencida de que não existo ou que, no mínimo, tenho cara de zero.

11.09.08

o caminho pisado

é estranho andar por aí sem rumo quando todo mundo tem ou parece ter um propósito, mesmo que trivial. transito por aí pensando em uma nova cidade, uma nova faculdade, uma nova casa (e uma nova carolina, muitas vezes), mas os planos nunca resistem à realidade do metrô cheio, das horas perdidas atravessando a cidade, da frustração de me dedicar a algo que não gosto e não faço bem.
é fato que as crianças fazem previsões absurdas, acham que aos 25 anos suas vidas já estarão totalmente dentro do esperado: vão ter filhos, casa, um emprego de astronauta… mal sabem que chega um ponto em que não se espera mais muita coisa: somos obrigados a fazer o que é possível e pronto. é o que eu tenho feito. pacientemente esperando a conclusão do atual ciclo para começar outro que eu não faço idéia de como será. sendo eu, a única coisa que espero dele é que não seja nada agradável.
e como as crianças, imaginava que a vida seria algo totalmente diferente do que é agora - só não muda a decepção, tão inocente quanto antes.

09.09.08

mais

falta poesia na vida adulta (na minha, ao menos).

08.09.08

status

a paralisia chegou às palavras.

05.09.08

sobre o post anterior e a vida como um todo

gostaria muito de conseguir dizer as coisas de outros jeitos. ando ríspida demais ultimamente (e talvez por isso mais quieta do que normalmente). o post eu poderia apagar se quisesse, mas e o resto?

04.09.08

sentir. estar. sentir E estar.
agora eu não consigo mais evitar uma certa implicância com quase todas as pessoas. talvez seja natural, como a reação automática de jogar longe algo que lhe provocou um machucado. mas sinto que estou desenvolvendo uma raiva cega, quase que incontrolável. se antes eu fugia das pessoas por medo (o que ainda acontece), agora fujo por não suportar ver suas caras. eu sinto ódio, muito ódio por elas terem o que eu não tenho. eu gostaria de ser outra pessoa e eles são outras pessoas. não suporto. não confio nem acredito em mim e a culpa é deles e isso eu nunca vou conseguir superar.
(continua…)

i know my head is my worst enemy
swallowed too much of it and started to believe
i know my heart is my worst enemy
swallowed too much of it and started to believe

[sleater-kinney - living in exile]

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i'm a breather, mail receiver,
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