eu ando com especial dificuldade para falar das coisas que ando pensando.
fato é que tem se tornado cada vez mais complicado ser minha própria pior inimiga (fazendo questão de lembrar a mim mesma que ninguém mais perderia tempo fazendo esse papel além de mim mesma). quando se é adolescente, é uma coisa - é até interessante, se desafiar constantemente. depois de um certo tempo, a vida te atropela e tudo tem que ser decidido para ontem. se aceitar (ou não) deixa de ser prioridade e se torna algo que já deveria ter sido resolvido. às vezes eu lembro de como antes as coisas eram mais simples (se na real ou na minha memória, não sei). aí eu me martirizo pensando como poderiam ter sido mais simples ainda se eu estivesse em outro lugar/tempo, e tudo recomeça…
estar sozinha é um fato, não uma escolha. e não depende tanto assim da disponibilidade alheia: é parte de quem eu sou, sempre foi. a questão é aprender a lidar com isso. não estou falando só de ser/estar sozinha, mesmo porque eu sei o que é isso há tempos - o que incomoda é não saber se algum dia eu terei humildade suficiente para me dar uma trégua. eu tenho noção de que a pessoa que eu gostaria de ser não existe, mas não só eu não consigo deixar de esmurrar pontas de faca tentando chegar lá como não consigo me perdoar por ser quem sou e não outra coisa. meu medo atualmente é que eu nunca consiga.
26.02.09
a wolf at the door
16.02.09
resolução de ano novo
em 2009, quero que o mundo me prove que eu não preciso mudar quem eu sou para que as pessoas gostem de mim.
10.02.09
mundo cruel
por que, ó céus, por que se faz forro de roupa de tecido que pinica?
tem coisa que é simplesmente errada, sabe.
02.02.09
tudo novo de novo
tanto a viver (ou tanto a consertar?), tão pouco tempo…
