alguém segura meu azar que ele está fora de controle.
aliás, só acreditando em azar para manter alguma sanidade, porque…
pega ladrão
da série: consumismo
preciso comprar um saco de pancada urgentemente.
a vida tem me chamado à realidade faz um bom tempo já, mas só agora eu fui obrigada a ceder. estou correndo atrás, como se diz por aí. e por mais que às vezes sobre tempo, nunca realmente sobra tempo, motivo pelo qual me pego pensando nas coisas em termos muito simplórios, simplórios demais. tanto que em dois ou três passos eu já me vejo sem saída, desesperada. entrar em uma crise nunca foi tão fácil. um saco. para além da auto-ajuda, existe burrice emocional? porque é desse mal que eu ando padecendo.
o pior é que no meio disso tudo eu ando com uma dificuldade enorme para não levar as coisas a sério demais. do ônibus que eu perco (que me faz passar tanto nervoso que ainda vai me dar um problema cardíaco) aos preconceitos sofridos todos os dias, direta e indiretamente, tudo virou questão de honra, tudo virou problema. e é muito possível que seja mesmo, mas são tantos moinhos e tão pouco dom quixote por essas bandas que fica difícil carregar todo esse peso. e viver assim sobressaltada o tempo todo cansa muito, demais. se tem uma coisa que as pessoas dizem e que me irrita desde o início dos tempos é o bom e velho “relaxa!” (porque falar isso super resolve qualquer coisa, né?), mas é bem isso mesmo que anda me faltando. todos nós sabemos que quando a vida quer ser uma merda, ela é (e com força) e que tem muita, mas muita coisa errada por aí, mas fazer drama não só não me leva a lugar nenhum como tem tirado minhas forças, que têm muito mais o que fazer nesses últimos tempos.
el otro yo
é, definitivamente não ando lidando bem com essa coisa toda de ser humana e querer coisas contraditórias. definitivamente.
eu
tudo, como sempre, é uma tentativa de não ser esquecida, ou ainda de esquecer que estamos todos basicamente sozinhos. mas é difícil lidar com a sensação de fazer tudo errado o tempo todo, mesmo sabendo que ninguém está certo o tempo todo. queria muito saber quem traçou essa linha divisória que me isolou do lado de cá. fui eu? minha mãe? alguém que estudou comigo na quarta série? porque eu às vezes até acredito nisso de que não é possível alguém ser totalmente ruim, mas o que é que explica qualquer coisa de mim além disso? azar? eu deveria conseguir honestamente botar a culpa das coisas erradas do mundo nos grandes e intocáveis sistemas, do azar ao capitalismo, mas teimo em achar que tem o dedo de um indivíduo - em alguns casos específicos - em todas as merdas. na da minha vida, não preciso dizer quem é.
de repente é possível que eu seja irremediavelmente desanimada, sem mais explicações. o que será mais difícil aceitar, o azar infinito ou a personalidade torta?
minha comadre,
mande essa tristeza embora
minha comadre,
mande essa tristeza emboraela está lhe desgastando e atrapalhando a sua vida
tirando o sonho do seu sono e até o gosto da comida
abra a porta e bota fora e acenda o defumador
se a tristeza é macumbeira, manda lá pra salvador*,
minha comadre…se pintar dona saudade, mande a saudade pra cucuia
não deu pra afogar no copo, afunde a danada na cuia
só não faça corpo mole, tem que ser madeira pura
se a tristeza é brasileira, manda lá pra cingapura
minha comadre…se é do rio de janeiro
manda pra juiz de fora
(manda essa tristeza embora,
manda essa tristeza embora)se ela está na sua mesa,
vire a mesa logo agora
(manda essa tristeza embora,
manda essa tristeza embora)se a tristeza é seu cavalo,
mete nele a espora
minha comadre…[martinho da vila - minha comadre]
* ok, não entremos nesse mérito agora…
mediocrity rules
cansei de tentar em vão ser especial. serei sempre uma maria da silva, nada mais.
hips don’t lie
os meus me dizem que eu comi demais neste feriado.
preciso.
deixe-me ir
preciso andar
vou por aí a procurar
rir pra não chorar
deixe-me ir
preciso andar
vou por aí a procurar
rir pra não chorarquero assistir ao sol nascer
ver as águas dos rios correr
ouvir os pássaros cantar
eu quero nascer,
quero viver.[cartola - preciso me encontrar]
consumado
porque o passado não passa? que inferno.
oh, what a world…
continuando a série de posts musicais - melissa auf der maur e rufus wainwright são amigos de infância (!).
I’ve known rufus since before I had breasts, so I don’t know another life without Rufus. I’ve known him since we were both prepubescent, confused teenagers who fell in love with each other. And then he realized that he likes guys. Then we realized that we both liked the same guy. Poor Rufus, he was heartbroken by sweet Zebulon. Zebulon was the guy we loved, but he had no interest in either of us, neither the androgynous girl nor the androgynous guy.
(melissa auf der maur).
pena que o youtube não me deixa embedar (ahn?): rufus wainwright - april fools, com participação da auf der maur - além da gwen stefani e mais algumas pessoas - como atriz.
eternal life
mesmo no além, jeff buckley continua sagaz.
talk show host
g-zus, que vergonha do edgard entrevistando o thom yorke e o ed o’brien do radiohead sem conseguir disfarçar o óbvio interesse mais pelo primeiro do que pelo segundo. aliás, eu gosto muito do edgard, mas ele entrevistando artistas estrangeiros sempre me dá uma certa aflição.
e o thom yorke dando risada me inspira sentimentos contraditórios: ao mesmo tempo que eu acho super legal, considerando que ele é/parece/soa super depressivo, a cara dele me dá meda (talvez por isso mesmo ele não costume sorrir em público).
acredite ou não
tenho algumas coisas a dizer por aqui. mas me faltam tempo e capacidade de verbalizar. mas esse dia há de chegar, eu acredito.
