
ai que fofura!
pois é, lá se foi um personagem importante da minha infância (and beyond). engraçado, porque ele nunca realmente teve uma. é triste pensar como um cara super talentoso e que fez o sucesso que fez ao longo da vida tenha morrido desse jeito meio deprimente. sempre achei e vou continuar achando que muitas das coisas que ele fez e que acabaram fazendo com que ele ganhasse fama de maluco (para não dizer outras coisas) na verdade se explicam pelo fato de ele nunca ter tido a chance de ser feliz - por ter começado a trabalhar cedo, por ter sofrido nas mãos do pai, por todo tipo de coisa que se falava dele, enfim. acho triste e vou sempre lamentar o fato de que uma pessoa da importância dele tenha vivido e morrido obviamente triste e sozinho. isso acontece com muita gente, fato, mas é uma pena que um cara que tenha marcado toda uma geração não tenha conseguido escapar disso. faz pensar como a mídia (uhu, conspiração) constrói e destrói seus ídolos, esquecendo que por trás deles há pessoas iguais a todas as outras do mundo.
só espero que no futuro a imagem que tenhamos dele seja a do showman, não a do freak. ele merece.
faz tempo que eu tenho um post rascunhado aqui no blog do tipo “michael jackson para iniciantes”, quem sabe agora eu consiga terminá-lo.
edit: “if even a small portion of the praise that is bestowed on michael jackson now in death was given to him last year, in life, he might well still be with us.” (robin gibb, dos bee gees)
edit 2:

which michael jackson era are you?
posso ainda não ter conseguido perceber as vantagens de ser sozinha, mas ando vendo bem as desvantagens de não ser.
[não, isso não é um post de dia dos namorados]
essa greve toda só me lembra porque eu não vejo a hora de sair da usp. e como a vida é cheia de ironias, a greve está dificultando meu processo de saída.
em tempos de excesso de obrigações, meu poucos e pequenos prazeres estão ficando menores e ainda mais raros. ainda mais considerando que minhas horas livres têm sido cada vez mais horas de ócio absoluto, me faltando forças até mesmo para fazer aquelas coisas que são importantes mas não tão importantes a ponto de serem feitas antes de outras coisas.
talvez isso seja uma boa coisa, para uma pessoa tão pessimista e descontente como eu. me obriga a tirar leite de pedra para conseguir achar algo de bom na infinidade de coisas chatas que eu tenho que fazer. ou tentar aproveitar ao máximo aquele milésimo de segundo em que me ocorre um pensamento - ou mais difícil ainda, uma lembrança - agradável que faz aparecer algo vagamente parecido com um sorriso na minha cara.
não sei dizer se a vida anda tão ruim assim. sei que anda muito real, até demais. falta um pouco de fantasia, que eu brigo para achar quando o sol bate de um certo jeito ou quando vejo um cachorro fazendo algo engraçado. só tenho medo de que a vida seja assim mesmo, me obrigando a ficar só com essas migalhas de alegria aqui e acolá. meu único neurônio otimista teima em esperar que a vida não seja tão má assim. os outros já estão há tempo demais no marasmo e não conhecem outra coisa que não seja esse apertar diário de parafusos.