todas as pessoas são de outro mundo para mim. um mundo que eu não sei explicar, traduzir, entender e no qual eu nunca vou conseguir entrar, por mais que eu tente. as pessoas transitam para lá e para cá e eu, aqui do lado de fora, só imagino o que poderia fazer do lado de dentro. fico aqui imitando o que vejo do lado de lá, sem nunca chegar a nenhum lugar, nem fazer com que alguém preste atenção. o sol ameaça sair o tempo todo, mas nunca sai. tudo parece mentira, mas tudo é sempre verdade, daquelas verdades que não são boas de ouvir. cansa.
do lado de fora
(explosão)
meu futuro promete muito, quase sempre prometeu, mesmo nas épocas mais difíceis. o problema é que ele nunca deixou de ser isso, um mero futuro. são muitas promessas, todas absolutamente críveis e sem prazo de vencimento, o que é ao mesmo tempo bom e problemático. por um lado, a impressão que tenho é que essas promessas podem ser concretizadas a qualquer momento. por outro, pode ser que isso nunca aconteça.
parece que estou vivendo em um presente que não realmente existe, um presente suspenso, esperando o tal futuro que nunca chega. ao mesmo tempo, minhas expectativas juvenis se desfizeram como fumaça e novas e diferentes possibilidades (de certo modo decepcionantes em relação às antigas) surgiram. não fiz/faço nada do que imaginava fazer a essa altura da vida, mas faço mais do que acreditava poder. nunca estive tão perto e ao mesmo tempo tão longe da vida que eu quero para mim. e nunca estive tão certa e tão perdida em relação ao que devo fazer para alcançar meus objetivos.
é tanta energia, tanta expectativa e tanta raiva acumuladas que sinto que posso explodir a qualquer minuto. só que existe sempre a possibilidade de toda essa energia se dissipar e não dar em nada, processo que eu acredito já estar em andamento.
se a época fosse outra, eu diria que preciso de uma mudança. depois de muitos anos com essa ideia bem grudada na cabeça, percebi que o problema não era a falta de mudança, mas a falta de movimento.
space oddity
é difícil não sentir raiva quando penso que tem gente por aí vivendo a minha vida.
oi?
não adianta me ver sorrir, espelho meu
meu riso é seu, eu estou ilhada
hoje não ligo a tv nem mesmo pra ver o jô
não vou sair, se ligarem não estouà manhã que vem, nem bom-dia eu vou dar
se chegar alguém a me pedir um favor, eu não sei
tá difícil ser eu
sem reclamar de tudopassa nuvem negra, larga o dia
e vê se leva o mal que me arrasou
pra que não faça sofrer mais ninguém.[djavan - nuvem negra]
nightmares by the sea
meus sonhos são meus?
acho que esse blog passou do prazo de validade.
caçador de mim
não sei qual dos dois momentos é mais triste: aquele em que eu me torturo pensando nas coisas horríveis que as pessoas devem achar de mim ou aquele em que eu percebo que elas não acham nada.
na merda
ao invés de me paralisar, meu medo da vida tem me empurrado para a frente, mas parece que não faz diferença. andar sem direção - ou em muitas direções ao mesmo tempo - me parece tão inútil quanto ficar parada.
um problema.
não me sinto importante nem para a minha própria vida.
nobody said it was easy
no one ever said that it would be this hardoh, take me back to the start.
[coldplay - the scientist]
