maybe i’m a fatalist
to let it all go at this
like some balloon
i’ll probably miss
lost in a treetop.
square one
aprendiz de feiticeiro
odeio discordar do itamar assumpção, mas acho que viver na frança não deve cansar tanto assim…
em 28/07/2008
espero que esse momento passe logo. além de muito solitário, é muito egoísta.
foi pensando nos outros e não em mim que eu cheguei nessa situação insustentável, mas nada justifica ficar no outro extremo. é natural que eu pense apenas no meu próprio umbigo atualmente, maquinando um jeito de mudar minha situação, mas permanecer assim ou deixar que isso se intensifique é pedir que as coisas piorem, já que sendo egoísta eu afasto de mim o que sobrou de bom. e eu não vou deixar que isso aconteça mais uma vez. teoricamente eu não precisaria pedir desculpas, mas eu peço. peço porque é justo e vale a pena.
além das desculpas, faço uma promessa: vou continuar brigando com todas as minhas forças, nem que seja dando socos no ar. não me entrego, juro que não. alguém vai se orgulhar de mim, nem que seja eu mesma.
turning point
é hora de mentir ou de desistir?
space oddity
é difícil não sentir raiva quando penso que tem gente por aí vivendo a minha vida.
nightmares by the sea
meus sonhos são meus?
microscópio
isso aqui está quase um tribunal de nanocausas.
combat, baby.
eu preciso gritar.
sem fantasia
minha vida, como a de todo mundo, ou quase todo mundo, tem sido uma sequência de frustrações, uma atrás da outra, uma por segundo. ainda estou tentando entender o motivo, mas a mais recente caída na real tem doído mais do que eu esperava. na verdade, tem sido torturante. acho que o problema é que, dessa vez, eu não consigo esperar que as coisas melhorem depois. em segredo (ou às vezes nem isso), eu sempre esperei um milagre. parecia que as coisas que eu fazia no fundo não eram nada, porque magicamente tudo iria se acertar no futuro. só que o futuro chegou, e chegou do avesso. todo errado. a minha confiança de que eventualmente tudo ficaria bem parece que ficou pelo caminho. não sei se é porque agora as coisas são reais demais ou ruins demais, mas como os métodos comuns e racionais têm se mostrado de pouca serventia, a perspectiva nula de que algo bom aconteça espontaneamente torna tudo mais difícil de aguentar.
sei lá. não sei se estou fazendo sentido. pensar no assunto não ajuda nada, quanto mais escrever sobre ele.
flor da pele
posso ainda não ter conseguido perceber as vantagens de ser sozinha, mas ando vendo bem as desvantagens de não ser.
[não, isso não é um post de dia dos namorados]
dos fantasmas
eu estou um pouco cansada de coisas que nunca terminam. é bem possível que as coisas só realmente terminem na ficção ou com a morte (o que de qualquer forma é relativo, tanto do ponto de vista emocional quanto do ponto de vista físico-químico, sei lá), mas será possível que as coisas voltem assim, depois de anos, mesmo quando pareciam ter acabado? e geralmente não são as coisas boas que voltam - claro, porque as boas no máximo são esquecidas, nunca enterradas. mas as ruins… e é difícil perceber se os piores fantasmas são os que tomam forma de pensamentos, acontecimentos ou pessoas. são todos igualmente inevitáveis e inconvenientes, acho. a diferença das pessoas em relação aos demais é que elas podem se incomodar ao saber onde é que você realmente queria que elas ficassem, o que cria um enorme potencial pra que tudo piore ainda mais.
o problema todo é que os fantasmas vão se acumulando, nunca vão embora. e eu ainda não descobri uma boa tática de exorcismo.
el otro yo
é, definitivamente não ando lidando bem com essa coisa toda de ser humana e querer coisas contraditórias. definitivamente.
eu
tudo, como sempre, é uma tentativa de não ser esquecida, ou ainda de esquecer que estamos todos basicamente sozinhos. mas é difícil lidar com a sensação de fazer tudo errado o tempo todo, mesmo sabendo que ninguém está certo o tempo todo. queria muito saber quem traçou essa linha divisória que me isolou do lado de cá. fui eu? minha mãe? alguém que estudou comigo na quarta série? porque eu às vezes até acredito nisso de que não é possível alguém ser totalmente ruim, mas o que é que explica qualquer coisa de mim além disso? azar? eu deveria conseguir honestamente botar a culpa das coisas erradas do mundo nos grandes e intocáveis sistemas, do azar ao capitalismo, mas teimo em achar que tem o dedo de um indivíduo - em alguns casos específicos - em todas as merdas. na da minha vida, não preciso dizer quem é.
de repente é possível que eu seja irremediavelmente desanimada, sem mais explicações. o que será mais difícil aceitar, o azar infinito ou a personalidade torta?
mediocrity rules
cansei de tentar em vão ser especial. serei sempre uma maria da silva, nada mais.
consumado
porque o passado não passa? que inferno.
a vida é perversa: reclamo tanto da solidão, mas acostumei a ter um certo espaço e não consigo evitar procurá-lo, mesmo que seja fugindo das pessoas.
valsa da solidão
eu insisto, mesmo quando nem tem mais com o que/com quem insistir.
grrr
o ódio que estou sentindo é tanto que a minha veia da têmpora está quase adquirindo vida própria.
e sabe aquela coisa de que você colhe o que planta? mentira. mil vezes mentira.
can’t change me
queria ir além do trivial, mas só me ocorre que a minha vida tem sido uma sucessão não de pessoas dizendo adeus, mas de primeiros dias de aula. eternos e malditos primeiros dias de aula. não sei como levei tanto tempo para perceber isso… talvez eu esteja condenada ao desajuste, a não conseguir ver um único rosto familiar na minha frente. tudo é possível. é igualmente possível que nada de bom me aguarde. é possível que nada aguarde quem quer que seja. é esse pensamento que me mantém parada/sendo empurrada. em outras palavras, que merda de vida.
é triste que eu me sinta tão pequena e que não veja nada que me mostre o contrário.
culpa
por que me sinto tão mal mesmo sabendo que não estou errada ou que a culpa não é minha? acho que a minha socialização foi eficiente demais.
